Qualquer suco de melancia
já me deixa tonto
porque comida é terapia
onde enfim desmonto
Cerveja, morango, amor, batatas
tudo me resta comer
valer o viver de morrer às baratas
e devorar qualquer sofrer
Desejo de demasia nas migalhas
re produção progre e agressiva
máquina autótrofa de facas
garfadas no suor dos olhos
Tempero na salada de árvores
ao molho de enchentes de lama
gado assado no forno à queimadas
na bandeja do pasto de Roraima
Pré-sal à gosto de quem devora
cana, cevada, soja, eletricidade
tem boca faminta à qualquer hora
com sede de beber nossa energia
Suco de hidrelétricas no canudinho
mas agite bem antes de usar
vem com gás natural da metrópole
retire a tampa sem o lacre quebrar
A sobremesa é servida à rolê
um rolê pelo Faustão,
cochão duro à venda na TV
pastéis e lasanhas de presuntos
Limpe a boca com papel jornal
a sujar a boca mas passar o pano
a poeira no dente do Pantanal
arrancada no madeiral do palito
Mas a delícia maior é a miséria
o doce morro de açúrar e flocos
flocos bombas de bala crocantes
cristais motores em bloco
Esbaldam-se as crianças gulosas
distraídas pelos carrinhos
assim comem tudo, mães orgulhosas!
Crescem cada vez mais fortinhos!
Cada vez mais carinhos
quantos caros miudinhos
o amor não tem distância
pra quem tem seu carrinho
O amor não tem arrogância
pra quem mata de fininho
prepara o bote com elegância
depois come com nosso jeitinho
ENTRESCREVA, SAIATIRIZE, NAUFRAVIAJE, VIVOE, COMENTECAPTE, MINTALIZE, POETIZE, SARAUSE, RECADOE, ANUNCINTETIZE, VOMIMITEM, CUSPALHEM, ENFIM: QUALQUEIRAM!...
quinta-feira, 10 de março de 2011
Elo
O xamã é um elã
o cangaceiro é o elã
a francesa é o elã
o darwinismo é o elã
o bergsonismo é o elã
o nostalgismo é o elã
O mar é o elã
o surrealismo, a foice,
os Beatniks, os hippies
e os emos são elã
A inteligência, o sexo
o psicodalismo, a música
o yoga, o induísmo, a aurora
nietzsche é o elã
A cerveja e as drogas
os amigos, a vodka
os conceitos, desconsertos
o lápis, o desenho, a quimera
as nuvens, o verde, o terreno baldio
a esperança, a poesia...
Os artigos, os partidos, as artes
os batuques, os ameríndios
a cerâmica, Belém, Mato Grosso,
Xique Xique, Tom Zé
A física quântica e o budismo
Astrólogos, astros e estrelas à miúde
Zé Ramalho, o sol. O fim, o começo,
a filosofia. A nostalgia de novo.
Os Chicos, os prismas geométricos
as clarividências religiosas
Palavras, cantadas, samba
o agora, a lua, o dia
a brisa do cabelo, a cama e a mesa
O baaaanho, a cachoeira
as flores e a comida
os cheiros
Cheiro de café, o Brasil
o consumismo, o cocô,
o barril de petróleo, o futebol
o Mc Donalds, o cinemark
Os orgasmos, os fingidos
os vômitos, o ônibus,
o vômito no ônibus, o barulho
o celular e o mp3, o caminhão
A criança barulhenta, o rock,
a bicicleta, os pneus, os pássaros
os olhares, a serpentina, o rio
o churros, o tatu-bola,
a jaca podre, a melancia doce
o teatro, menos o amor.
o cangaceiro é o elã
a francesa é o elã
o darwinismo é o elã
o bergsonismo é o elã
o nostalgismo é o elã
O mar é o elã
o surrealismo, a foice,
os Beatniks, os hippies
e os emos são elã
A inteligência, o sexo
o psicodalismo, a música
o yoga, o induísmo, a aurora
nietzsche é o elã
A cerveja e as drogas
os amigos, a vodka
os conceitos, desconsertos
o lápis, o desenho, a quimera
as nuvens, o verde, o terreno baldio
a esperança, a poesia...
Os artigos, os partidos, as artes
os batuques, os ameríndios
a cerâmica, Belém, Mato Grosso,
Xique Xique, Tom Zé
A física quântica e o budismo
Astrólogos, astros e estrelas à miúde
Zé Ramalho, o sol. O fim, o começo,
a filosofia. A nostalgia de novo.
Os Chicos, os prismas geométricos
as clarividências religiosas
Palavras, cantadas, samba
o agora, a lua, o dia
a brisa do cabelo, a cama e a mesa
O baaaanho, a cachoeira
as flores e a comida
os cheiros
Cheiro de café, o Brasil
o consumismo, o cocô,
o barril de petróleo, o futebol
o Mc Donalds, o cinemark
Os orgasmos, os fingidos
os vômitos, o ônibus,
o vômito no ônibus, o barulho
o celular e o mp3, o caminhão
A criança barulhenta, o rock,
a bicicleta, os pneus, os pássaros
os olhares, a serpentina, o rio
o churros, o tatu-bola,
a jaca podre, a melancia doce
o teatro, menos o amor.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Sem
Sem que nada precise acontecer
Mesmo que nada aconteça
Quando se esquece o vir a ser
Sem que ninguém de nada esqueça
Sem que nada de tudo se precise
Mesmo que tudo se vá de si
Quando há lembrança do deslize
Sem que algo ou alguem se viu
Mas alguém se viu sem que algo
lembrasse do deslize quando havia
tudo que foi de si mesmo que
de tudo se precisava sem que nada
De nada acontecia sem que ninguém
Viesse a ser quando se esquece
e nada acontecesse mesmo que
Precisasse acontecer nada
Mesmo que nada aconteça
Quando se esquece o vir a ser
Sem que ninguém de nada esqueça
Sem que nada de tudo se precise
Mesmo que tudo se vá de si
Quando há lembrança do deslize
Sem que algo ou alguem se viu
Mas alguém se viu sem que algo
lembrasse do deslize quando havia
tudo que foi de si mesmo que
de tudo se precisava sem que nada
De nada acontecia sem que ninguém
Viesse a ser quando se esquece
e nada acontecesse mesmo que
Precisasse acontecer nada
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Recanto dos pássaros
Tinha uma radiola ali
Olhando a linda gaiola
cantadora de bem-te-vis
coloridores dessa hora
Era a leveza da lama
limpando a mestiçez dura
levada a virar fama
de arte e cerâmica pura
Até lustres a essa altura
baixo calão popular
altos calos no povo
média ilustrada a fotografar
A criar de novo o já novo
novidade não lida com hábitos
não labuta nem cansa
abafa a aldeia, tem mal hálito
E loucos, pulam das telhas
atrás da fogueira de palha
caindo em fógos das besteiras
comemomrativas que os valham
foto de Herbert Lago Castelo Branco, em Chapadinha no bairro emergente “Recanto dos Pássaros” (acesse:http://herbertlago.blogspot.com/2010/04/chapadinha-princesa-do-baixo-parnaiba.html)
Olhando a linda gaiola
cantadora de bem-te-vis
coloridores dessa hora
Era a leveza da lama
limpando a mestiçez dura
levada a virar fama
de arte e cerâmica pura
Até lustres a essa altura
baixo calão popular
altos calos no povo
média ilustrada a fotografar
A criar de novo o já novo
novidade não lida com hábitos
não labuta nem cansa
abafa a aldeia, tem mal hálito
E loucos, pulam das telhas
atrás da fogueira de palha
caindo em fógos das besteiras
comemomrativas que os valham
foto de Herbert Lago Castelo Branco, em Chapadinha no bairro emergente “Recanto dos Pássaros” (acesse:http://herbertlago.blogspot.com/2010/04/chapadinha-princesa-do-baixo-parnaiba.html)
Neo concretismo
Plástica gritada
letra artista
desenhada
10 zen, desdentada
Aaaaaaaaaaaaaaaaa
dá aaaaaaaaaaaaaa
Ada ada adada
anti dada
Antídata
contra tempos
ritmo com gênero
no agudo acento
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Vista
Quem pode prever o que vem antes?
Antes do agora e de nós dois?
Quem consegue ver o que é durante?
Entre o incansável e o depois?
Alguém me dê a mão
porque palavras soltam vozes
mas não prende uma ilusão
como é querer um coração
Vem lá nem que seja de Deus
traz essa paz de amor
e me lança pros olhos teus
e alcança o que já é teu
Aparece por favor
até o socorro se encantou
por você, lago de amor
por você, emoção que chegou
Hora esta que não me passa
mas nos basta e a todos
com esse jeito todo todo
de ajeitar todos os todos
Pronomes pra ti são poucos
tempo, grau, quantia e outros
naõ sei mais o que fazer
pois só sei um pré nome de você
Antes do agora e de nós dois?
Quem consegue ver o que é durante?
Entre o incansável e o depois?
Alguém me dê a mão
porque palavras soltam vozes
mas não prende uma ilusão
como é querer um coração
Vem lá nem que seja de Deus
traz essa paz de amor
e me lança pros olhos teus
e alcança o que já é teu
Aparece por favor
até o socorro se encantou
por você, lago de amor
por você, emoção que chegou
Hora esta que não me passa
mas nos basta e a todos
com esse jeito todo todo
de ajeitar todos os todos
Pronomes pra ti são poucos
tempo, grau, quantia e outros
naõ sei mais o que fazer
pois só sei um pré nome de você
Verde perto
Era um bichinho flor cor de uva
nenhuma formiga bastava
suspirar verde de saudade
que não crescia e nem murchava
Bichinho espinhoso só a ver
esperar a espera finura da selva
beijando a folha pra se envolver
durante terras e mil trevas
Ah, como era mesmo florescer?
De tanta flor, brejo e madeira
orvalho gostoso, suor a escorrer
rio de ninhos, goso e cantoria
Feito chuva que tudo sascia
o ar que vinha de longe
era sol, mar, vulcão de alegrias
pedra rude e forte, amor
nenhuma formiga bastava
suspirar verde de saudade
que não crescia e nem murchava
Bichinho espinhoso só a ver
esperar a espera finura da selva
beijando a folha pra se envolver
durante terras e mil trevas
Ah, como era mesmo florescer?
De tanta flor, brejo e madeira
orvalho gostoso, suor a escorrer
rio de ninhos, goso e cantoria
Feito chuva que tudo sascia
o ar que vinha de longe
era sol, mar, vulcão de alegrias
pedra rude e forte, amor
A corrida
Estou velha, creio
minto cada vez mais
porque esqueço
o que faço dos meus dias
atráz
A natureza manda
eu só obedeço
quem dorme em meu leito
sonho pedindo um cais
e já dou o endereço
Dois segundos de idas
e eu apodreço
não lembro se intervenho
mas me acelero aos vitais
e mais eu me esqueço
minto cada vez mais
porque esqueço
o que faço dos meus dias
atráz
A natureza manda
eu só obedeço
quem dorme em meu leito
sonho pedindo um cais
e já dou o endereço
Dois segundos de idas
e eu apodreço
não lembro se intervenho
mas me acelero aos vitais
e mais eu me esqueço
Em barcação
O amor aqui anda
e tem cabelos ondulados
ele me comanda
e faz sentido, e é bem tratado!
É a música que se balança
envolve a dor e a aplaude
sua força é gesto de carinho
gesto de olhar e de amizade
Como é lindo esse ninho
criação de braços grudados
nasceu Dali um mundo luz
de romances embarcados
Barca de Paketá
traga-me a quietude
nem o Luiz Melodia,
nem os Novos Baianos
pois é outro só que me ilude
pois é só outro que me ilude
Ou que do nada eu me mude
e o tempo me distraia
a brincar de pular na fé
fé na vida, ré na vaia
Mas seja o que ele quiser
entrego àqueles olhos
a boca e tudo o que vier
mas que venha até a louca
Mar de meditações roucas
nada me ditava calma
tudo gritava pra alma
os céus de mares entre nós
Vai de vez, embarca
viajante lúdico, levado
deixe-se levar por algo
não me deixe nesse fado
Porque teve de ser este embargo
piegas fui tão e tanto em ir
que você me veio, todo largo
mas longe de querer me partir
e tem cabelos ondulados
ele me comanda
e faz sentido, e é bem tratado!
É a música que se balança
envolve a dor e a aplaude
sua força é gesto de carinho
gesto de olhar e de amizade
Como é lindo esse ninho
criação de braços grudados
nasceu Dali um mundo luz
de romances embarcados
Barca de Paketá
traga-me a quietude
nem o Luiz Melodia,
nem os Novos Baianos
pois é outro só que me ilude
pois é só outro que me ilude
Ou que do nada eu me mude
e o tempo me distraia
a brincar de pular na fé
fé na vida, ré na vaia
Mas seja o que ele quiser
entrego àqueles olhos
a boca e tudo o que vier
mas que venha até a louca
Mar de meditações roucas
nada me ditava calma
tudo gritava pra alma
os céus de mares entre nós
Vai de vez, embarca
viajante lúdico, levado
deixe-se levar por algo
não me deixe nesse fado
Porque teve de ser este embargo
piegas fui tão e tanto em ir
que você me veio, todo largo
mas longe de querer me partir
Não Riam
Abraço de mármore
filho de celebridade
cérebro das árvores
auréola de irmandade
Síndrome turística
de viajar pelo espírito
de amar pela mística
fé doada ao lúdico
Fé na nossa fé depositada
ilusão cristã que é paga
com os braços do nada
vendido ao Brasil feito praga
E a compra é ainda mais
mais cintilante e alienada
deslumbra os feios curvos
com a corcovisão almada
Rio revire o janeiro, então
amor que fique pra fevereiro
e o povo cai do avião
mas não sai dos estaleiros
Chamados de televisão
lindezas sempre em primeiro
chuva e novenas de acusação
jorra a mídia até os paradeiros
Não quero, não à benção disso
abençoado é só o meu vício
de desacreditar primeiro
depois aceitar seus Vinicius
Sem cristianismo no que sinto
mas foda-se o corcovado
quero o morro e seu labirinto
quero abraço de gente
Ir ao socorro, não ao mito
ao faminto de voz
e estufado de ditos
mas munido e feroz
Quero você como Cristo
salvador dessa pátria
profeta só do inevitável
redentor do real durável
Recrie o amor e o astral
infernal é a carga de novelas
e celestino navio comercial
que afunda o Rio na favela
E enfurna de vez a miséria
onde há espaço pra enfiar
ali estão suas quimeras
e a força para as negar
De mora
Antes não ir
onde se tem vontade
a ir onde
não se tem
Antes não apostar
do que adiar o dito
o atraso mantém prazos
a espera não pára
Longos são apenas anos
a contagem é curta
é morna e tem planos
é veneno aos birutas
Ai, mas se o tempo labuta
na luta de não se contar
o desespero me assusta
e anseia conseguir esperar
onde se tem vontade
a ir onde
não se tem
Antes não apostar
do que adiar o dito
o atraso mantém prazos
a espera não pára
Longos são apenas anos
a contagem é curta
é morna e tem planos
é veneno aos birutas
Ai, mas se o tempo labuta
na luta de não se contar
o desespero me assusta
e anseia conseguir esperar
Eternidade momentânea
Vem nadar na minha praia?
ser a brisa do meu mar?
Põe seu sol na minha saia
colore esse amarelar
A minha blusa é teu lençol
minhas ondas travesseiro
olhares nus soltos no ar
pescados na areia primeiro
O mar chamou o sol pra si
e o sol mergulhou por inteiro
Toda natureza deitava
naquele quarto trancado
tesouro de homem guardava
arco-íris ali hospedado
ser a brisa do meu mar?
Põe seu sol na minha saia
colore esse amarelar
A minha blusa é teu lençol
minhas ondas travesseiro
olhares nus soltos no ar
pescados na areia primeiro
O mar chamou o sol pra si
e o sol mergulhou por inteiro
Toda natureza deitava
naquele quarto trancado
tesouro de homem guardava
arco-íris ali hospedado
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Tapete Vermelho (ao/s reitor/es)
Bem vindo ao campus seguro
não o ilustre desastre
de desmoronar futuros
Tapete à quem faz parte
Construção é bem vinda no prédio
portas abertas à moradia
à qualidade no ensino, não ao tédio
à quem se forma todo dia
Não são bem vindas regalias
abelhas em flores corrompidas
mel no dinheiro sulgado
nem repressão às escondidas
Salve salve a chegada da comida!
É devorada a insatisfação
assim que engolirem a reinvidicação
sem degustarem nosso tempo
Não mais jogados ao vento
se não entupiremos a faculdade
bem vindo é o nosso sustento
e gente mobilizada de vontade
Vermelho para o fim do fracasso
Vermelho para não derramar sangue
Vermelho para educar o abraço
Vermelho para o fim do antes
não o ilustre desastre
de desmoronar futuros
Tapete à quem faz parte
Construção é bem vinda no prédio
portas abertas à moradia
à qualidade no ensino, não ao tédio
à quem se forma todo dia
Não são bem vindas regalias
abelhas em flores corrompidas
mel no dinheiro sulgado
nem repressão às escondidas
Salve salve a chegada da comida!
É devorada a insatisfação
assim que engolirem a reinvidicação
sem degustarem nosso tempo
Não mais jogados ao vento
se não entupiremos a faculdade
bem vindo é o nosso sustento
e gente mobilizada de vontade
Vermelho para o fim do fracasso
Vermelho para não derramar sangue
Vermelho para educar o abraço
Vermelho para o fim do antes
Mutantitude
O avesso da mudança
não é a estabilidade
mas a espera
de esperar oportunidade
Oposto é quem repete
reproduz terceirizado
acusando o já acusado
ilegitima o discriminado
É o estudo do estudo
a crítica da crítica
a negação da negação
a paralização do parado
A repetição indiferente
atira pedras descontente
discursa que respeita
mas na hora de sentir
é o primeiro ser ausente
E o primeiro a se ferir
pois não há quem o contente
assim não vai transgredir
enquanto prostitui a mente
Posição é ação consciente
de como homem refletir
de como não aceitar tudo
nem se doer feito doente
não é a estabilidade
mas a espera
de esperar oportunidade
Oposto é quem repete
reproduz terceirizado
acusando o já acusado
ilegitima o discriminado
É o estudo do estudo
a crítica da crítica
a negação da negação
a paralização do parado
A repetição indiferente
atira pedras descontente
discursa que respeita
mas na hora de sentir
é o primeiro ser ausente
E o primeiro a se ferir
pois não há quem o contente
assim não vai transgredir
enquanto prostitui a mente
Posição é ação consciente
de como homem refletir
de como não aceitar tudo
nem se doer feito doente
Via busca de condução
Não espera, escreve
que o ônibus anda
e a chance você perde
de pará-lo com o dedo
as mãos dão sinal
pra entrar na viagem
e partir do medo
que o ônibus anda
e a chance você perde
de pará-lo com o dedo
as mãos dão sinal
pra entrar na viagem
e partir do medo
Gemido
E o mundo precisava de fadas
estava com muita dor em mim mesmo
e com pouco de mim na dor
eis a dor do mim em segredo
Ego de brinquedo
faz eu me doer
de tanto mim dolorido
dorme em mim de arder
Criações que me dão medo
fadadas à miséria de mimos
emocionantes extermínios
das fantasias incríveis
Insubstituíveis emanações
das múltiplas macabras dores
doa a mim doer, enfim!
Sem demais amostra de amores
Moa-me então, malvada ação
manda no mim que me mede
mendigando-me rumores
mesmo que doloridos
a esse meu eu que não sede
estava com muita dor em mim mesmo
e com pouco de mim na dor
eis a dor do mim em segredo
Ego de brinquedo
faz eu me doer
de tanto mim dolorido
dorme em mim de arder
Criações que me dão medo
fadadas à miséria de mimos
emocionantes extermínios
das fantasias incríveis
Insubstituíveis emanações
das múltiplas macabras dores
doa a mim doer, enfim!
Sem demais amostra de amores
Moa-me então, malvada ação
manda no mim que me mede
mendigando-me rumores
mesmo que doloridos
a esse meu eu que não sede
Uma mulher
Mulher me nina
mulher que liga
mulher tão fina
mulher amiga
Mulher mulher
sabe onde pisa
sabe o que quer
e quem enfeitiça
Mulher, me avisa
se alguém te mima
que eu dou mais brisa
que a Monalisa
Júpiter
Extração de risos soltos
saltados do nada na bochecha
alimento afro envolto
de um pouco mais de contento
Astral enluarado e louco
alienado e destemido
a inocência acaba
quando se inicia no outro
Quando se contempla
ao completar uma volta
em si mesma
feito a Terra, feito a bosta
Na qual se sustenta
envolvendo o Sol, estrela
365 dias de profundezas
para abraçar o coletivo
e revertê-la
saltados do nada na bochecha
alimento afro envolto
de um pouco mais de contento
Astral enluarado e louco
alienado e destemido
a inocência acaba
quando se inicia no outro
Quando se contempla
ao completar uma volta
em si mesma
feito a Terra, feito a bosta
Na qual se sustenta
envolvendo o Sol, estrela
365 dias de profundezas
para abraçar o coletivo
e revertê-la
Êxodo
Fiapo de manga preso no dente
Farpa de madeira na mão
Galho seco em chá quente
Grito de gente com tradução
Moinhos de boatos
sem explicação
Relógios correndo em quatro rodas
Caminhões de medos
com pitadas suspirantes
tristezas virando segredos
músicas destoantes
detalhes sensíveis
em remessas de brinquedo
Relógios morrendo atrás das portas
Gotas contadas escorrendo
esgoto entupido de conta-gotas
Gato nos fios que apreendo
ligado por inconsciências remotas
curto circuito de paciências idotas
Relógios abertos feito boca
Tempo de comunicação oca
louca e com uma única ação:
a rouquidão convulsiva
da inércia na paralização
que pode ser repetitiva
mas não circula como relógio
Farpa de madeira na mão
Galho seco em chá quente
Grito de gente com tradução
Moinhos de boatos
sem explicação
Relógios correndo em quatro rodas
Caminhões de medos
com pitadas suspirantes
tristezas virando segredos
músicas destoantes
detalhes sensíveis
em remessas de brinquedo
Relógios morrendo atrás das portas
Gotas contadas escorrendo
esgoto entupido de conta-gotas
Gato nos fios que apreendo
ligado por inconsciências remotas
curto circuito de paciências idotas
Relógios abertos feito boca
Tempo de comunicação oca
louca e com uma única ação:
a rouquidão convulsiva
da inércia na paralização
que pode ser repetitiva
mas não circula como relógio
Participação
É só uma parte ser todo
Estar de todo
é maior que qualquer ser
que todo ser já faz parte
mas nem toda parte
está toda num só ser
Estar de todo
é maior que qualquer ser
que todo ser já faz parte
mas nem toda parte
está toda num só ser
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
À música
A melodia escuta oca
para aprender a falar
o que ela cala
por só saber escutar
E no máximo canta
preenchendo um canto a mais
com volume absoluto, luta
sem violência, dança com a paz
Mas melodia, me escuta:
grite pela palavra cantada
sejas delicadamente bruta
assuste nossa língua dura
Expanda-se pelo ouvido
e invada de vez este espaço
e o vazio de vida é dissolvido
nessa música cheia de abraço
Que o barulho é feito de tempo
em pedaços esparsos ao vento
e jogado voando em teus braços
e enlaçado por ti em silêncio
Mel dos dias, tua música
faz a vida sobreviver
toca o instrumento amor
escuta menos e vem pra dizer
para aprender a falar
o que ela cala
por só saber escutar
E no máximo canta
preenchendo um canto a mais
com volume absoluto, luta
sem violência, dança com a paz
Mas melodia, me escuta:
grite pela palavra cantada
sejas delicadamente bruta
assuste nossa língua dura
Expanda-se pelo ouvido
e invada de vez este espaço
e o vazio de vida é dissolvido
nessa música cheia de abraço
Que o barulho é feito de tempo
em pedaços esparsos ao vento
e jogado voando em teus braços
e enlaçado por ti em silêncio
Mel dos dias, tua música
faz a vida sobreviver
toca o instrumento amor
escuta menos e vem pra dizer
Caminho de Farfalla
Único lugar único
é o estar nele
voando para outro
pelo balão do onírico
Voltar até o pouso
no sobre real da natureza
tempo-espiritual
que transpira belezas
E absorve o ser animal
com delicadeza humorada
de quem vai assim pelo nada
passado o intuitivo homem
é o estar nele
voando para outro
pelo balão do onírico
Voltar até o pouso
no sobre real da natureza
tempo-espiritual
que transpira belezas
E absorve o ser animal
com delicadeza humorada
de quem vai assim pelo nada
passado o intuitivo homem
Estipolaricação
Nada deve ser perfeito
desfeito os desfeitos
e os direitos de direito
tudo tem que ter um jeito
Uma visão, uma luz,
um padrão, uma cruz
é ser único no um
é um único no ser
Cada coisa em seu lugar
mas a todo tempo o tempo todo
faz das coisas o sentido
de sentir o fazer das coisas
Utilidade é já estar parido
e desprovido de lógicas
pois a vida é sem sentido
é só tido os códigos
E eles permanecem escondidos
a fim de dar razão à razão
nossa amada inimiga
contradita nessa infinita paixão
Moral dos que desmoronam
à procura de uma morada
que abriguem esse mundo
mundo mundano do nada
desfeito os desfeitos
e os direitos de direito
tudo tem que ter um jeito
Uma visão, uma luz,
um padrão, uma cruz
é ser único no um
é um único no ser
Cada coisa em seu lugar
mas a todo tempo o tempo todo
faz das coisas o sentido
de sentir o fazer das coisas
Utilidade é já estar parido
e desprovido de lógicas
pois a vida é sem sentido
é só tido os códigos
E eles permanecem escondidos
a fim de dar razão à razão
nossa amada inimiga
contradita nessa infinita paixão
Moral dos que desmoronam
à procura de uma morada
que abriguem esse mundo
mundo mundano do nada
Fragilarquia
Ignorância é tê-la
e dar-lhe importância
é querer refazê-la
por meio da arrogância
Arrogância é negar
e afirmar como não
para se afirmar
dar desculpas à razão
Razão não é nada
é miséria explorada
coisa apática e bufona
que o tempo faz de piada
e dar-lhe importância
é querer refazê-la
por meio da arrogância
Arrogância é negar
e afirmar como não
para se afirmar
dar desculpas à razão
Razão não é nada
é miséria explorada
coisa apática e bufona
que o tempo faz de piada
Breu
A lua minguou
seu olhar dormiu, fechou
breu do sumiço vão
pela obscura escuridão
Que me leva à claridades
aos anjos protetores
das saudades
entregas aos amores de poetas
Deixo meus olhos quietarem
vazio negro a preenchê-los
em busca dos segredos
obscuros de estrelas sombrias
seu olhar dormiu, fechou
breu do sumiço vão
pela obscura escuridão
Que me leva à claridades
aos anjos protetores
das saudades
entregas aos amores de poetas
Deixo meus olhos quietarem
vazio negro a preenchê-los
em busca dos segredos
obscuros de estrelas sombrias
Olho do céu
A lua teve de nascer laranja
A lua teve de nascer
laranja a lua
a lua lá esteve
Era um piscar de você
Era um minguar
de você era um
Era um eu
um meio olhar de tigre
um meio de me olhar
era a lua a me ver
céu você negro a piscar
A lua teve de nascer
laranja a lua
a lua lá esteve
Era um piscar de você
Era um minguar
de você era um
Era um eu
um meio olhar de tigre
um meio de me olhar
era a lua a me ver
céu você negro a piscar
Preposição
Venha logo aqui pra dentro agora
venha, venha correndo, depois encoste
encoste, cole, aperte, envolva, suave
leve, cheire, beije, beije, beije
e entre aqui pra fora quando sair
venha, venha correndo, depois encoste
encoste, cole, aperte, envolva, suave
leve, cheire, beije, beije, beije
e entre aqui pra fora quando sair
Astro infernal
Enluarado de luzes florecidas
ele soou melodicamente batucado
em minha vida, alegre
implorando-me ilusões já entregues
Então ginguei-lhe lamentos
lacrimejando liberdades
enlouquecidas
d'outro relacionamento
E o atento burlou meus dias
Noites aromáticas com lindezas
era tanta beleza no prazer
difícil lembrar de me esquecer
que ali era o inferno
A me envolver de lamas
gostosas e escorregadias
lambuzadas de fogo
de água e terra em jogo
Do mundo todo
no triz da lenha
a queimar logo
fósforos de medos calmos
legando o consumo de algo
Enfim cai!
E o vento nos secou em pedra
nada firme, barro solto
feito assinatura de contratos
sem a lida dos outros
Feito datar estrelas em contos
torcer um pé e não se aguentar
no outro
de tanta dúvida
arrastar-se pelo lodo
Não encontrar submundos possíveis
a não ser cair nesse barro natural
esfarelando nosso laço conjugal
depois de sair, enfim
do meu maior inferno astral
ele soou melodicamente batucado
em minha vida, alegre
implorando-me ilusões já entregues
Então ginguei-lhe lamentos
lacrimejando liberdades
enlouquecidas
d'outro relacionamento
E o atento burlou meus dias
Noites aromáticas com lindezas
era tanta beleza no prazer
difícil lembrar de me esquecer
que ali era o inferno
A me envolver de lamas
gostosas e escorregadias
lambuzadas de fogo
de água e terra em jogo
Do mundo todo
no triz da lenha
a queimar logo
fósforos de medos calmos
legando o consumo de algo
Enfim cai!
E o vento nos secou em pedra
nada firme, barro solto
feito assinatura de contratos
sem a lida dos outros
Feito datar estrelas em contos
torcer um pé e não se aguentar
no outro
de tanta dúvida
arrastar-se pelo lodo
Não encontrar submundos possíveis
a não ser cair nesse barro natural
esfarelando nosso laço conjugal
depois de sair, enfim
do meu maior inferno astral
Experimento frágil
Deixa eu cair de novo
me deixa por aqui
que eu vou bem
eu vou pro novo
De novo porém
me deixa no não
que eu me movo
e saio pela culatra
Mas não se deixa mais nada!
Além de alguéns
infantis histórias
contadas
sem querer
e pra ninguém
me deixa por aqui
que eu vou bem
eu vou pro novo
De novo porém
me deixa no não
que eu me movo
e saio pela culatra
Mas não se deixa mais nada!
Além de alguéns
infantis histórias
contadas
sem querer
e pra ninguém
Aceitação
Não fique com Deus
fique com a Deusa
deusa dos minúsculos
ateus em crepúsculos
O olhar de mulher
não é como mulher
mulher que olha
desejos de glória
O sim é mantido
mas sim é proibido
porque é um escudo
que há de ser partido
fique com a Deusa
deusa dos minúsculos
ateus em crepúsculos
O olhar de mulher
não é como mulher
mulher que olha
desejos de glória
O sim é mantido
mas sim é proibido
porque é um escudo
que há de ser partido
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Vontade lógica
Venenos empretecidos.
Óculos escuros nas árvores.
Moitas de cigarros.
Acidentes mofados.
Brincos de pena de galinhas.
Sexos pendurados.
Sexo pendurado na cortina da venda.
Roupas despidas pela música.
Músicas despidas pela roupa.
Amores engarrafados no álcool.
Engarrafamento de pessoas no trânsito.
Transes de drogas atônitas, atônito.
Preocupações com a privacidade.
Privacidade invadida por si mesmo.
Aparente falta de parecer às aparências.
Wolksvagem.
Bienal de academias em liquidação.
Mangues, santo daimes, trovão de alquimistas.
Graças à Raul Seixas.
Queixas de putas por tantas deitas.
Política de futebol politizado pelo futebol.
Gramas de tráfico em baixo do lençol.
Casamentos impressos pela imprensa.
Candidatura punheteira à palhaçadas.
Amostra grátis em demo de democracias.
Oferecida por tiriricas da cia.
Feira de livros.
Feira de livros, carros, imóveis e crianças.
Cachorrinhos poodles enlatados no colo.
Partidos repartidos e distribuídos nos mercados.
Populismo fabricado com garantia e validade por operários.
Nostalgia publicitária desde a menor idade.
Vontades prontas, vendidas à la carte.
Delivery de estagnações e fugas virtual ou à grande distância.
Ou onde quiser.
Óculos escuros nas árvores.
Moitas de cigarros.
Acidentes mofados.
Brincos de pena de galinhas.
Sexos pendurados.
Sexo pendurado na cortina da venda.
Roupas despidas pela música.
Músicas despidas pela roupa.
Amores engarrafados no álcool.
Engarrafamento de pessoas no trânsito.
Transes de drogas atônitas, atônito.
Preocupações com a privacidade.
Privacidade invadida por si mesmo.
Aparente falta de parecer às aparências.
Wolksvagem.
Bienal de academias em liquidação.
Mangues, santo daimes, trovão de alquimistas.
Graças à Raul Seixas.
Queixas de putas por tantas deitas.
Política de futebol politizado pelo futebol.
Gramas de tráfico em baixo do lençol.
Casamentos impressos pela imprensa.
Candidatura punheteira à palhaçadas.
Amostra grátis em demo de democracias.
Oferecida por tiriricas da cia.
Feira de livros.
Feira de livros, carros, imóveis e crianças.
Cachorrinhos poodles enlatados no colo.
Partidos repartidos e distribuídos nos mercados.
Populismo fabricado com garantia e validade por operários.
Nostalgia publicitária desde a menor idade.
Vontades prontas, vendidas à la carte.
Delivery de estagnações e fugas virtual ou à grande distância.
Ou onde quiser.
Revolvo
Umas mulheres não parem
elas reparam
O homem não guerrilha
dis puta
e meu cérebro está grávido
a gerar não sei o quê
elas reparam
O homem não guerrilha
dis puta
e meu cérebro está grávido
a gerar não sei o quê
Inglória
O troféu da luta
não é melzinho de puta
nem disputa de pares
dos amantes vulgares
Vem da força das pazes
para além da competição
é a liberdade da ação
viva a revolu-mudança
Libertação não é vitória
já foi glória agora é não
romper tiranias toscas
em adesão à memória
não é melzinho de puta
nem disputa de pares
dos amantes vulgares
Vem da força das pazes
para além da competição
é a liberdade da ação
viva a revolu-mudança
Libertação não é vitória
já foi glória agora é não
romper tiranias toscas
em adesão à memória
Açougue de carnaval
Tem de tudo nessa joça
vem que tem até rainha
Tem lambada, tem maloca
vem cair na fogueirinha
Pra quem vem na nossa
ganha brinde de primeira
faça o que o povo gosta
e saia bem na mamadeira
Olha o pedaço de mulher
leva na hora, carne fresca
temperada do que quiser
meia dúzia se faz de besta
Faz que vem plantar fruta
e cuidar do jardim com amor
é vegetário em açougue de puta
mas falta terra e sobra valor
vem que tem até rainha
Tem lambada, tem maloca
vem cair na fogueirinha
Pra quem vem na nossa
ganha brinde de primeira
faça o que o povo gosta
e saia bem na mamadeira
Olha o pedaço de mulher
leva na hora, carne fresca
temperada do que quiser
meia dúzia se faz de besta
Faz que vem plantar fruta
e cuidar do jardim com amor
é vegetário em açougue de puta
mas falta terra e sobra valor
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Antropoesia
O homem correu
o homem passou
deixou cair palavras
que o pensamento pegou
O homem encantou
ao rimar filosofia
com povo na música
sabedoria popular
O homem aprendeu rimar
com o povo que se repete
na roda da andança do novo
e o batuque que repete a teimar
O que que repete ao passar
sobre a história dessa dança
o rancor venceu a guerra
na corrida social pela terra
O homem se empoetizou
na arte de criar glórias
eternizou seu fôlego
no vencer das próprias vitórias
o homem passou
deixou cair palavras
que o pensamento pegou
O homem encantou
ao rimar filosofia
com povo na música
sabedoria popular
O homem aprendeu rimar
com o povo que se repete
na roda da andança do novo
e o batuque que repete a teimar
O que que repete ao passar
sobre a história dessa dança
o rancor venceu a guerra
na corrida social pela terra
O homem se empoetizou
na arte de criar glórias
eternizou seu fôlego
no vencer das próprias vitórias
Cena
Vai ser gauche na vida
que eu vou é ser gaucho!
Cheio de gagues cheias
mas sem luxo
Cheio de cucas
comidas e pó
bocas malucas
a descrever bocas
Brother de quarto
de terra e de bar
até em Minas
com a Júlia a contar:
"Mande aí a óca",
mandiocas, aí Pim!
E me cá cheira
Titchong na beira
Mexericas mexendo
na cabeça e nas brisas
gosto de fome em segredo
e de massagem nos dedos
que eu vou é ser gaucho!
Cheio de gagues cheias
mas sem luxo
Cheio de cucas
comidas e pó
bocas malucas
a descrever bocas
Brother de quarto
de terra e de bar
até em Minas
com a Júlia a contar:
"Mande aí a óca",
mandiocas, aí Pim!
E me cá cheira
Titchong na beira
Mexericas mexendo
na cabeça e nas brisas
gosto de fome em segredo
e de massagem nos dedos
O homem que gozava palavras
Nas palavras, ele gozava nas palavras
por trás depois e pela frente antes com as palavras
palavras gozadas como eu te amo
ele gostava de palavrear gozos
Aquilo pra ele era um jogo
"eu gozo e você diz que me ama
você diz que me ama e eu gozo"
e só a cama sob os loucos
Era um dizer de gemidos roucos
afoitos no prazer das tremedeiras
e dos líquidos entusiasta de besteiras
asneiras orgásticas pra poucos
Como o amor, flor dos nus
azuis e cintilantes mares
incendiando os dois olhares
entre o amoroso e o meu gozo
ou
Entre o goso e o meu amorozo
num elo de instantes trocados
lambuzados de penetrantes beijos
ensopados de tantos desejos
Quase me pedindo em casamento depois
glamurosa de muita estima
levitei lambendo o amor
elevada de realização legítima
Mas não se iluda, por favor
que sexo lindo não ganha vítimas
mas sim leva os corações à dor
de uma relação lavada e límpida
por trás depois e pela frente antes com as palavras
palavras gozadas como eu te amo
ele gostava de palavrear gozos
Aquilo pra ele era um jogo
"eu gozo e você diz que me ama
você diz que me ama e eu gozo"
e só a cama sob os loucos
Era um dizer de gemidos roucos
afoitos no prazer das tremedeiras
e dos líquidos entusiasta de besteiras
asneiras orgásticas pra poucos
Como o amor, flor dos nus
azuis e cintilantes mares
incendiando os dois olhares
entre o amoroso e o meu gozo
ou
Entre o goso e o meu amorozo
num elo de instantes trocados
lambuzados de penetrantes beijos
ensopados de tantos desejos
Quase me pedindo em casamento depois
glamurosa de muita estima
levitei lambendo o amor
elevada de realização legítima
Mas não se iluda, por favor
que sexo lindo não ganha vítimas
mas sim leva os corações à dor
de uma relação lavada e límpida
Poesia do não
Também não quero poesias
não quero armas nem vadias
também não quero rimas
alegrias ou ironias
vazias
Também não quero o tédio da melodia
as repetições dos dias
não quero amor nem mais valias
não quero a náusea, o enjôo, a anemia
E nego tudo, só por poesia
por querer te esquecer
com as fontes que crio
também não quero
Também não quero o também
nem o mais, porém
nem a gramática minada
ou a filosofia cansada
Não quero a música
os jogos, as palavras e os beijos
o sexo, a vida ou os Cleitons
não quero o não nem o quero
O vão, o tédio, o tão
e mais todos os sufixos
prefixos, asteriscos
o que contenha grito
Não o não
Nem o nem
no você
você
não quero armas nem vadias
também não quero rimas
alegrias ou ironias
vazias
Também não quero o tédio da melodia
as repetições dos dias
não quero amor nem mais valias
não quero a náusea, o enjôo, a anemia
E nego tudo, só por poesia
por querer te esquecer
com as fontes que crio
também não quero
Também não quero o também
nem o mais, porém
nem a gramática minada
ou a filosofia cansada
Não quero a música
os jogos, as palavras e os beijos
o sexo, a vida ou os Cleitons
não quero o não nem o quero
O vão, o tédio, o tão
e mais todos os sufixos
prefixos, asteriscos
o que contenha grito
Não o não
Nem o nem
no você
você
Tapa
as mulheres não se amam
elas se chamas
faíscam olhares pra fora
chamam ser espelhos
Bruxas fêmeas
nojentas sem medo
preferem a esmola
do belo brinquedo
Ao instante e agora
verdadeira hora
dos desejos, vacilos,
das auroras
As mulheres matam
pois vão muito cedo
desde que menstruam
misturam a inveja
Veja mais interior, pois
se ficarem nos infectos
não se afirma, mulher
somos mais que pó de arroz
Sejamos o que se quiser
vaidade é ciúmes só pra dois
não pra já louvada mulher
que gava o seu sexo
mas não o partilha depois
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Homenagem à personagem da irmã mais nova de "Bicho Homem" de Lia Vasconcellos
E a alma é diluída no rio
é a mancha do tempero
seco e ardido desejo
de lambuzar o desespero
De violentar o arrepio
que sobrevive do medo
de romper o último fio
e se minar em segredo
Ode do brinquedo
que ultrapassou o amor
pra se esconder no momento
de fluir pelo sangrento
é a mancha do tempero
seco e ardido desejo
de lambuzar o desespero
De violentar o arrepio
que sobrevive do medo
de romper o último fio
e se minar em segredo
Ode do brinquedo
que ultrapassou o amor
pra se esconder no momento
de fluir pelo sangrento
Eternidade momentânea
Vem nadar na minha praia
ser a brisa do meu mar
põe seu sol na minha saia
colore esse amarelar
A minha blusa é teu lençol
minhas ondas travesseiro
olhares nus soltos no ar
pescados na areia primeiro
O mar chamou o sol pra si
e o sol mergulhou por inteiro
Toda natureza deitava
naquele quarto trancado
tesouro de homem guardava
o arco-íris ali hospedado
ser a brisa do meu mar
põe seu sol na minha saia
colore esse amarelar
A minha blusa é teu lençol
minhas ondas travesseiro
olhares nus soltos no ar
pescados na areia primeiro
O mar chamou o sol pra si
e o sol mergulhou por inteiro
Toda natureza deitava
naquele quarto trancado
tesouro de homem guardava
o arco-íris ali hospedado
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