Eu não
acredito
neste
eu não acredito
neste momento
eu não acredito neste momento
neste momento
ENTRESCREVA, SAIATIRIZE, NAUFRAVIAJE, VIVOE, COMENTECAPTE, MINTALIZE, POETIZE, SARAUSE, RECADOE, ANUNCINTETIZE, VOMIMITEM, CUSPALHEM, ENFIM: QUALQUEIRAM!...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Tapete Vermelho (ao/s reitor/es)
Bem vindo ao campus seguro
não o ilustre desastre
de desmoronar futuros
Tapete à quem faz parte
Construção é bem vinda no prédio
portas abertas à moradia
à qualidade no ensino, não ao tédio
à quem se forma todo dia
Não são bem vindas regalias
abelhas em flores corrompidas
mel no dinheiro sulgado
nem repressão às escondidas
Salve salve a chegada da comida!
É devorada a insatisfação
assim que engolirem a reinvidicação
sem degustarem nosso tempo
Não mais jogados ao vento
se não entupiremos a faculdade
bem vindo é o nosso sustento
e gente mobilizada de vontade
Vermelho para o fim do fracasso
Vermelho para não derramar sangue
Vermelho para educar o abraço
Vermelho para o fim do antes
não o ilustre desastre
de desmoronar futuros
Tapete à quem faz parte
Construção é bem vinda no prédio
portas abertas à moradia
à qualidade no ensino, não ao tédio
à quem se forma todo dia
Não são bem vindas regalias
abelhas em flores corrompidas
mel no dinheiro sulgado
nem repressão às escondidas
Salve salve a chegada da comida!
É devorada a insatisfação
assim que engolirem a reinvidicação
sem degustarem nosso tempo
Não mais jogados ao vento
se não entupiremos a faculdade
bem vindo é o nosso sustento
e gente mobilizada de vontade
Vermelho para o fim do fracasso
Vermelho para não derramar sangue
Vermelho para educar o abraço
Vermelho para o fim do antes
Mutantitude
O avesso da mudança
não é a estabilidade
mas a espera
de esperar oportunidade
Oposto é quem repete
reproduz terceirizado
acusando o já acusado
ilegitima o discriminado
É o estudo do estudo
a crítica da crítica
a negação da negação
a paralização do parado
A repetição indiferente
atira pedras descontente
discursa que respeita
mas na hora de sentir
é o primeiro ser ausente
E o primeiro a se ferir
pois não há quem o contente
assim não vai transgredir
enquanto prostitui a mente
Posição é ação consciente
de como homem refletir
de como não aceitar tudo
nem se doer feito doente
não é a estabilidade
mas a espera
de esperar oportunidade
Oposto é quem repete
reproduz terceirizado
acusando o já acusado
ilegitima o discriminado
É o estudo do estudo
a crítica da crítica
a negação da negação
a paralização do parado
A repetição indiferente
atira pedras descontente
discursa que respeita
mas na hora de sentir
é o primeiro ser ausente
E o primeiro a se ferir
pois não há quem o contente
assim não vai transgredir
enquanto prostitui a mente
Posição é ação consciente
de como homem refletir
de como não aceitar tudo
nem se doer feito doente
Via busca de condução
Não espera, escreve
que o ônibus anda
e a chance você perde
de pará-lo com o dedo
as mãos dão sinal
pra entrar na viagem
e partir do medo
que o ônibus anda
e a chance você perde
de pará-lo com o dedo
as mãos dão sinal
pra entrar na viagem
e partir do medo
Gemido
E o mundo precisava de fadas
estava com muita dor em mim mesmo
e com pouco de mim na dor
eis a dor do mim em segredo
Ego de brinquedo
faz eu me doer
de tanto mim dolorido
dorme em mim de arder
Criações que me dão medo
fadadas à miséria de mimos
emocionantes extermínios
das fantasias incríveis
Insubstituíveis emanações
das múltiplas macabras dores
doa a mim doer, enfim!
Sem demais amostra de amores
Moa-me então, malvada ação
manda no mim que me mede
mendigando-me rumores
mesmo que doloridos
a esse meu eu que não sede
estava com muita dor em mim mesmo
e com pouco de mim na dor
eis a dor do mim em segredo
Ego de brinquedo
faz eu me doer
de tanto mim dolorido
dorme em mim de arder
Criações que me dão medo
fadadas à miséria de mimos
emocionantes extermínios
das fantasias incríveis
Insubstituíveis emanações
das múltiplas macabras dores
doa a mim doer, enfim!
Sem demais amostra de amores
Moa-me então, malvada ação
manda no mim que me mede
mendigando-me rumores
mesmo que doloridos
a esse meu eu que não sede
Uma mulher
Mulher me nina
mulher que liga
mulher tão fina
mulher amiga
Mulher mulher
sabe onde pisa
sabe o que quer
e quem enfeitiça
Mulher, me avisa
se alguém te mima
que eu dou mais brisa
que a Monalisa
Júpiter
Extração de risos soltos
saltados do nada na bochecha
alimento afro envolto
de um pouco mais de contento
Astral enluarado e louco
alienado e destemido
a inocência acaba
quando se inicia no outro
Quando se contempla
ao completar uma volta
em si mesma
feito a Terra, feito a bosta
Na qual se sustenta
envolvendo o Sol, estrela
365 dias de profundezas
para abraçar o coletivo
e revertê-la
saltados do nada na bochecha
alimento afro envolto
de um pouco mais de contento
Astral enluarado e louco
alienado e destemido
a inocência acaba
quando se inicia no outro
Quando se contempla
ao completar uma volta
em si mesma
feito a Terra, feito a bosta
Na qual se sustenta
envolvendo o Sol, estrela
365 dias de profundezas
para abraçar o coletivo
e revertê-la
Êxodo
Fiapo de manga preso no dente
Farpa de madeira na mão
Galho seco em chá quente
Grito de gente com tradução
Moinhos de boatos
sem explicação
Relógios correndo em quatro rodas
Caminhões de medos
com pitadas suspirantes
tristezas virando segredos
músicas destoantes
detalhes sensíveis
em remessas de brinquedo
Relógios morrendo atrás das portas
Gotas contadas escorrendo
esgoto entupido de conta-gotas
Gato nos fios que apreendo
ligado por inconsciências remotas
curto circuito de paciências idotas
Relógios abertos feito boca
Tempo de comunicação oca
louca e com uma única ação:
a rouquidão convulsiva
da inércia na paralização
que pode ser repetitiva
mas não circula como relógio
Farpa de madeira na mão
Galho seco em chá quente
Grito de gente com tradução
Moinhos de boatos
sem explicação
Relógios correndo em quatro rodas
Caminhões de medos
com pitadas suspirantes
tristezas virando segredos
músicas destoantes
detalhes sensíveis
em remessas de brinquedo
Relógios morrendo atrás das portas
Gotas contadas escorrendo
esgoto entupido de conta-gotas
Gato nos fios que apreendo
ligado por inconsciências remotas
curto circuito de paciências idotas
Relógios abertos feito boca
Tempo de comunicação oca
louca e com uma única ação:
a rouquidão convulsiva
da inércia na paralização
que pode ser repetitiva
mas não circula como relógio
Participação
É só uma parte ser todo
Estar de todo
é maior que qualquer ser
que todo ser já faz parte
mas nem toda parte
está toda num só ser
Estar de todo
é maior que qualquer ser
que todo ser já faz parte
mas nem toda parte
está toda num só ser
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
À música
A melodia escuta oca
para aprender a falar
o que ela cala
por só saber escutar
E no máximo canta
preenchendo um canto a mais
com volume absoluto, luta
sem violência, dança com a paz
Mas melodia, me escuta:
grite pela palavra cantada
sejas delicadamente bruta
assuste nossa língua dura
Expanda-se pelo ouvido
e invada de vez este espaço
e o vazio de vida é dissolvido
nessa música cheia de abraço
Que o barulho é feito de tempo
em pedaços esparsos ao vento
e jogado voando em teus braços
e enlaçado por ti em silêncio
Mel dos dias, tua música
faz a vida sobreviver
toca o instrumento amor
escuta menos e vem pra dizer
para aprender a falar
o que ela cala
por só saber escutar
E no máximo canta
preenchendo um canto a mais
com volume absoluto, luta
sem violência, dança com a paz
Mas melodia, me escuta:
grite pela palavra cantada
sejas delicadamente bruta
assuste nossa língua dura
Expanda-se pelo ouvido
e invada de vez este espaço
e o vazio de vida é dissolvido
nessa música cheia de abraço
Que o barulho é feito de tempo
em pedaços esparsos ao vento
e jogado voando em teus braços
e enlaçado por ti em silêncio
Mel dos dias, tua música
faz a vida sobreviver
toca o instrumento amor
escuta menos e vem pra dizer
Caminho de Farfalla
Único lugar único
é o estar nele
voando para outro
pelo balão do onírico
Voltar até o pouso
no sobre real da natureza
tempo-espiritual
que transpira belezas
E absorve o ser animal
com delicadeza humorada
de quem vai assim pelo nada
passado o intuitivo homem
é o estar nele
voando para outro
pelo balão do onírico
Voltar até o pouso
no sobre real da natureza
tempo-espiritual
que transpira belezas
E absorve o ser animal
com delicadeza humorada
de quem vai assim pelo nada
passado o intuitivo homem
Estipolaricação
Nada deve ser perfeito
desfeito os desfeitos
e os direitos de direito
tudo tem que ter um jeito
Uma visão, uma luz,
um padrão, uma cruz
é ser único no um
é um único no ser
Cada coisa em seu lugar
mas a todo tempo o tempo todo
faz das coisas o sentido
de sentir o fazer das coisas
Utilidade é já estar parido
e desprovido de lógicas
pois a vida é sem sentido
é só tido os códigos
E eles permanecem escondidos
a fim de dar razão à razão
nossa amada inimiga
contradita nessa infinita paixão
Moral dos que desmoronam
à procura de uma morada
que abriguem esse mundo
mundo mundano do nada
desfeito os desfeitos
e os direitos de direito
tudo tem que ter um jeito
Uma visão, uma luz,
um padrão, uma cruz
é ser único no um
é um único no ser
Cada coisa em seu lugar
mas a todo tempo o tempo todo
faz das coisas o sentido
de sentir o fazer das coisas
Utilidade é já estar parido
e desprovido de lógicas
pois a vida é sem sentido
é só tido os códigos
E eles permanecem escondidos
a fim de dar razão à razão
nossa amada inimiga
contradita nessa infinita paixão
Moral dos que desmoronam
à procura de uma morada
que abriguem esse mundo
mundo mundano do nada
Fragilarquia
Ignorância é tê-la
e dar-lhe importância
é querer refazê-la
por meio da arrogância
Arrogância é negar
e afirmar como não
para se afirmar
dar desculpas à razão
Razão não é nada
é miséria explorada
coisa apática e bufona
que o tempo faz de piada
e dar-lhe importância
é querer refazê-la
por meio da arrogância
Arrogância é negar
e afirmar como não
para se afirmar
dar desculpas à razão
Razão não é nada
é miséria explorada
coisa apática e bufona
que o tempo faz de piada
Breu
A lua minguou
seu olhar dormiu, fechou
breu do sumiço vão
pela obscura escuridão
Que me leva à claridades
aos anjos protetores
das saudades
entregas aos amores de poetas
Deixo meus olhos quietarem
vazio negro a preenchê-los
em busca dos segredos
obscuros de estrelas sombrias
seu olhar dormiu, fechou
breu do sumiço vão
pela obscura escuridão
Que me leva à claridades
aos anjos protetores
das saudades
entregas aos amores de poetas
Deixo meus olhos quietarem
vazio negro a preenchê-los
em busca dos segredos
obscuros de estrelas sombrias
Olho do céu
A lua teve de nascer laranja
A lua teve de nascer
laranja a lua
a lua lá esteve
Era um piscar de você
Era um minguar
de você era um
Era um eu
um meio olhar de tigre
um meio de me olhar
era a lua a me ver
céu você negro a piscar
A lua teve de nascer
laranja a lua
a lua lá esteve
Era um piscar de você
Era um minguar
de você era um
Era um eu
um meio olhar de tigre
um meio de me olhar
era a lua a me ver
céu você negro a piscar
Preposição
Venha logo aqui pra dentro agora
venha, venha correndo, depois encoste
encoste, cole, aperte, envolva, suave
leve, cheire, beije, beije, beije
e entre aqui pra fora quando sair
venha, venha correndo, depois encoste
encoste, cole, aperte, envolva, suave
leve, cheire, beije, beije, beije
e entre aqui pra fora quando sair
Astro infernal
Enluarado de luzes florecidas
ele soou melodicamente batucado
em minha vida, alegre
implorando-me ilusões já entregues
Então ginguei-lhe lamentos
lacrimejando liberdades
enlouquecidas
d'outro relacionamento
E o atento burlou meus dias
Noites aromáticas com lindezas
era tanta beleza no prazer
difícil lembrar de me esquecer
que ali era o inferno
A me envolver de lamas
gostosas e escorregadias
lambuzadas de fogo
de água e terra em jogo
Do mundo todo
no triz da lenha
a queimar logo
fósforos de medos calmos
legando o consumo de algo
Enfim cai!
E o vento nos secou em pedra
nada firme, barro solto
feito assinatura de contratos
sem a lida dos outros
Feito datar estrelas em contos
torcer um pé e não se aguentar
no outro
de tanta dúvida
arrastar-se pelo lodo
Não encontrar submundos possíveis
a não ser cair nesse barro natural
esfarelando nosso laço conjugal
depois de sair, enfim
do meu maior inferno astral
ele soou melodicamente batucado
em minha vida, alegre
implorando-me ilusões já entregues
Então ginguei-lhe lamentos
lacrimejando liberdades
enlouquecidas
d'outro relacionamento
E o atento burlou meus dias
Noites aromáticas com lindezas
era tanta beleza no prazer
difícil lembrar de me esquecer
que ali era o inferno
A me envolver de lamas
gostosas e escorregadias
lambuzadas de fogo
de água e terra em jogo
Do mundo todo
no triz da lenha
a queimar logo
fósforos de medos calmos
legando o consumo de algo
Enfim cai!
E o vento nos secou em pedra
nada firme, barro solto
feito assinatura de contratos
sem a lida dos outros
Feito datar estrelas em contos
torcer um pé e não se aguentar
no outro
de tanta dúvida
arrastar-se pelo lodo
Não encontrar submundos possíveis
a não ser cair nesse barro natural
esfarelando nosso laço conjugal
depois de sair, enfim
do meu maior inferno astral
Experimento frágil
Deixa eu cair de novo
me deixa por aqui
que eu vou bem
eu vou pro novo
De novo porém
me deixa no não
que eu me movo
e saio pela culatra
Mas não se deixa mais nada!
Além de alguéns
infantis histórias
contadas
sem querer
e pra ninguém
me deixa por aqui
que eu vou bem
eu vou pro novo
De novo porém
me deixa no não
que eu me movo
e saio pela culatra
Mas não se deixa mais nada!
Além de alguéns
infantis histórias
contadas
sem querer
e pra ninguém
Aceitação
Não fique com Deus
fique com a Deusa
deusa dos minúsculos
ateus em crepúsculos
O olhar de mulher
não é como mulher
mulher que olha
desejos de glória
O sim é mantido
mas sim é proibido
porque é um escudo
que há de ser partido
fique com a Deusa
deusa dos minúsculos
ateus em crepúsculos
O olhar de mulher
não é como mulher
mulher que olha
desejos de glória
O sim é mantido
mas sim é proibido
porque é um escudo
que há de ser partido
Assinar:
Postagens (Atom)





