Sob as letras, elas
por cima, a impressão
envolta às janelas
a nebular a dimensão
Embaçada superfície
que diverte
Sedutora meiguice
que se submete
Escrever o sentido
pra provar da imagem
é seduzir o contido
e evaporar as suas margens
ENTRESCREVA, SAIATIRIZE, NAUFRAVIAJE, VIVOE, COMENTECAPTE, MINTALIZE, POETIZE, SARAUSE, RECADOE, ANUNCINTETIZE, VOMIMITEM, CUSPALHEM, ENFIM: QUALQUEIRAM!...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
A ginga do vento
Lépido ele namora
o mel e seus verdes,
a bruma de uvas
e a borboleta afora
Se desbravar as flores,
voar pra sabores,
enfrentar imensidões
causa-lhe potência,
A degeneração sucede
a convivência do poder
Eloqüência do permitir-se
até um não mais querer
Então queres, quereres
também o não querer
E que cada sedução
desfrute esse prazer
Lança
Falho, maldita vilã
tento te acertar
vontade vã
Um simples assentir
e estarei contigo
sem mais resistir
a esse olhar amigo
Vem que eu te quero
não só por querer,
mas porque espero
a sua vontade fazer
Mas o orgulho bate
de novo na heróica tarde
em que não se avança
porque meu coração não te alcança
tento te acertar
vontade vã
Um simples assentir
e estarei contigo
sem mais resistir
a esse olhar amigo
Vem que eu te quero
não só por querer,
mas porque espero
a sua vontade fazer
Mas o orgulho bate
de novo na heróica tarde
em que não se avança
porque meu coração não te alcança
Sim logismo
Dinheiro pode tudo
Tudo é dinheiro
Tudo pode ser
Pode então, ser tudo
pra poder dinheiro ter?
Vim do mesmo
Sou o que é você
Você é de dinheiro?
Deus é, amor
É tudo o que existe
Temos tudo
O que existe?
Crê no amor
que dá dinheiro
Rei do poder,
manda no mundo!
Tudo é dinheiro
Tudo pode ser
Pode então, ser tudo
pra poder dinheiro ter?
Vim do mesmo
Sou o que é você
Você é de dinheiro?
Deus é, amor
É tudo o que existe
Temos tudo
O que existe?
Crê no amor
que dá dinheiro
Rei do poder,
manda no mundo!
Os pais são "a paz do País"!
Pais são platônicos
amam e filosofam
eternos atônitos
daquilo que brotam
Do ser cuidam
dão a sua luz
em público batizam
desfazem todo juz
Padecem na paidéia
de idealizar um futuro
de servir-nos idéias
e nos manter imaturos
Mas somos público
não adianta anunciar
publicar-se único
republicamos, a replicar
amam e filosofam
eternos atônitos
daquilo que brotam
Do ser cuidam
dão a sua luz
em público batizam
desfazem todo juz
Padecem na paidéia
de idealizar um futuro
de servir-nos idéias
e nos manter imaturos
Mas somos público
não adianta anunciar
publicar-se único
republicamos, a replicar
Travessia
A quietude entre a noite e o dia
angustia o silêncio tão propenso
a dizer o que outros assuntos calam
Mudo, não mudo
decifrar essa vírgula me abala
entender qual poesia nos intermedia
e quando a tarde se revela
Velemos, pois
o infinito é profundo
e n'algum finito segundo
a arte cruza os dois
No instante tocado
O incidir será o existir
do eclipse esperado
angustia o silêncio tão propenso
a dizer o que outros assuntos calam
Mudo, não mudo
decifrar essa vírgula me abala
entender qual poesia nos intermedia
e quando a tarde se revela
Velemos, pois
o infinito é profundo
e n'algum finito segundo
a arte cruza os dois
No instante tocado
O incidir será o existir
do eclipse esperado
Profecia do vazio
Pára o mundo se vão
Vão achar, se morrer vão
mostrar, descobrir e cobrir. Vão!
Vão chamar para o mundo separar
Também vão mentir, fingir, refingir
Vão gritar, imaginar ou gargalhar num vão
Realizar-se-ão
Mas vão lembrar, vão esquecer
Enlouquecer, vão, desmaiar
Voltar vão voltar, vão, fazer
Vão viver, vão ressuscitar
Vão salvar, vão morrer.
parar?
Se no mundo morrer-se?Vão achar, se morrer vão
mostrar, descobrir e cobrir. Vão!
Vão chamar para o mundo separar
Vão se importar, vão se portar vão
decifrar o que não se falou,
acreditar no que não se sonhou,
saber o que não se sabia, vão
Discutir o que se sabia
vão saber que se vivia
Vão amar a vida morta
vão chorar, vão sentir
Vão gritar, imaginar ou gargalhar num vão
Realizar-se-ão
Mas vão lembrar, vão esquecer
Enlouquecer, vão, desmaiar
Voltar vão voltar, vão, fazer
Vão viver, vão ressuscitar
Vão salvar, vão morrer.
algemaria a trois
Aceitar a condenação
ao irresolúvel caos
do amor sem saída
é também negar
as grades da liberdade
Conseguir um estado
definitivo dentro da indecisão
é também escapar
de uma solução
Desconfiar de algo
que já não passa confiança
é também se render
à uma eterna fidelidade
Trair a própria certeza
transparecendo o perdão
é incondicionar o assumir
A indiferença permanece
pois esquece a segurança
do acreditar ou não
a sinceridade anulada
ordena a cumplicidade
a também não existir
As atitudes estão seladas
pelas desatitudes
Os feitos de grandeza
pelo desdém dos desfeitos.
O amor é o desamor
em sua plenitude
A liberdade tem existência
pois a prisão é absoluta
Não há saída, então não saio
A falta é que é a permuta
A vontade beijou a permanência
Viva o aqui, não mais agora:
Sempre
ao irresolúvel caos
do amor sem saída
é também negar
as grades da liberdade
Conseguir um estado
definitivo dentro da indecisão
é também escapar
de uma solução
Desconfiar de algo
que já não passa confiança
é também se render
à uma eterna fidelidade
Trair a própria certeza
transparecendo o perdão
é incondicionar o assumir
A indiferença permanece
pois esquece a segurança
do acreditar ou não
a sinceridade anulada
ordena a cumplicidade
a também não existir
As atitudes estão seladas
pelas desatitudes
Os feitos de grandeza
pelo desdém dos desfeitos.
O amor é o desamor
em sua plenitude
A liberdade tem existência
pois a prisão é absoluta
Não há saída, então não saio
A falta é que é a permuta
A vontade beijou a permanência
Viva o aqui, não mais agora:
Sempre
Estatus co-vadias
Ex-tonteou-me
destoou o tato
tocou na tontura
de me taxar
Diz-me doida
dó de doente
deixar de me doer
e do nada dizer
Expulsou o ex
exterminou de uma vez
e expôs-me lésbica
ao inexprimir-se homem
Mas morna maldosamente
Meus mórbidos mandatos
e mede as misérias mínimas
de me manter menos muda
Condiciona-nos à covardia
com um vigor de vadia
invadindo o coração
e vai com ela ao colchão
destoou o tato
tocou na tontura
de me taxar
Diz-me doida
dó de doente
deixar de me doer
e do nada dizer
Expulsou o ex
exterminou de uma vez
e expôs-me lésbica
ao inexprimir-se homem
Mas morna maldosamente
Meus mórbidos mandatos
e mede as misérias mínimas
de me manter menos muda
Condiciona-nos à covardia
com um vigor de vadia
invadindo o coração
e vai com ela ao colchão
Religião pós-doutorada
Os alucinógenos ingeridos hoje
são a porção de inconsciência
que fez a arte ficar epilética
o amor esquizofrênico
a sociedade alcoólatra
e a cabeça anorexa
O poeta carente e estabanado
debate-se para chamar atenção
volta a ser criança, desesperado
não aceita mais a solidão
sai convulsivo atrás de um refrão
O amor apagou
não pagou mais suas contas
serimônia ficou pervertida
tanto cultivo a estragou
atitudes isoladoras e distorcidas
A vida social
é estonteante e moral
porque legal é quem sabe beber
a embriaguez das paisagens
vicia a passividade e faz viver
Escancarado tanto
que não tem mais porquê
engolir idéias ou esconder
qualquer tipo de pranto
a vergonha quer emagrecer
Se não bastasse Deus não morreu
mas ressucitou na velhice
teve mal de ausymer
rejuvenesceu no reino universal,
e quis renascer pra suportar seu berro
são a porção de inconsciência
que fez a arte ficar epilética
o amor esquizofrênico
a sociedade alcoólatra
e a cabeça anorexa
O poeta carente e estabanado
debate-se para chamar atenção
volta a ser criança, desesperado
não aceita mais a solidão
sai convulsivo atrás de um refrão
O amor apagou
não pagou mais suas contas
serimônia ficou pervertida
tanto cultivo a estragou
atitudes isoladoras e distorcidas
A vida social
é estonteante e moral
porque legal é quem sabe beber
a embriaguez das paisagens
vicia a passividade e faz viver
Escancarado tanto
que não tem mais porquê
engolir idéias ou esconder
qualquer tipo de pranto
a vergonha quer emagrecer
Se não bastasse Deus não morreu
mas ressucitou na velhice
teve mal de ausymer
rejuvenesceu no reino universal,
e quis renascer pra suportar seu berro
Ponto, dê vista!
Varejão de opiniões atacadistas:
mire e Veja por todos os lados
Oferta de procuras
encontram no recibo
o melhor ponto de vista
E a raridade barata
contradisse o contra:
todo mundo é tão raro
que a discriminação
já desce pelo ralo
Agora só falta
a des-crime-nação
acordar de cima do cavalo
que a subida pelo caro
faz cair no mesmo mantra
mire e Veja por todos os lados
Oferta de procuras
encontram no recibo
o melhor ponto de vista
E a raridade barata
contradisse o contra:
todo mundo é tão raro
que a discriminação
já desce pelo ralo
Agora só falta
a des-crime-nação
acordar de cima do cavalo
que a subida pelo caro
faz cair no mesmo mantra
Poente
Hoje escrevi
que nem um touro
em nome do mato
odiei um ódio
Desci nas caatingas
brindei com as flores
insultei a poesia
falando de dores
Depois desconheci
e reconciliei, assim
nessa delícia.com
conhecer, concíliar comunico
Beijo, também
o que vier desse bem
a besta ou o bosta
quem não gosta?
Agora, simples, falo
pode historicizar
que não é poesia
é abalo, o significar
que nem um touro
em nome do mato
odiei um ódio
Desci nas caatingas
brindei com as flores
insultei a poesia
falando de dores
Depois desconheci
e reconciliei, assim
nessa delícia.com
conhecer, concíliar comunico
Beijo, também
o que vier desse bem
a besta ou o bosta
quem não gosta?
Agora, simples, falo
pode historicizar
que não é poesia
é abalo, o significar
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